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SUSTENTABILIDADE

  • Foto do escritor: CC Santos
    CC Santos
  • 11 de out. de 2019
  • 3 min de leitura

Sustentabilidade é um conceito relacionado com a criação e gestão responsável de um ambiente construído saudável, baseado na eficiência de recursos e princípios ecológicos.


Sustentabilidade: "Qualidade ou condição do que é sustentável.Modelo de sistema que tem condições para se manter ou conservar."

Permite aos seres humanos e sociedades soluções ecológicas de desenvolvimento economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas, garantindo a sobrevivência dos recursos naturais do planeta.

A construção de edifícios sustentáveis, implica integrar em todas as atividades do sector da construção e com uma perspetiva de ciclo de vida, o conceito de desenvolvimento sustentável, com ganhos sociais, económicos e ambientais para a sociedade.

É na fase de projeto que são formuladas todas as especificações técnicas, de saúde e segurança e onde se poderá efetivamente integrar o design para a sustentabilidade e as melhores técnicas construtivas.


Alguns exemplos de boas práticas da construção sustentável.


Seleção apropriada de materiais/componentes para construção:

  • privilegiar nos materiais de construção, a compra de materiais com menores impactes negativos ao longo das fases de extração, transformação, utilização e final de vida;

  • procurar materiais e produtos com rotulagem ambiental.


Proporcionar uma elevada qualidade do ambiente interno e assegurar saúde e segurança aos utilizadores:

  • a instalação de um correto sistema de ventilação natural, previne a humidade excessiva e o aparecimento de bolores nas paredes, com efeitos indesejáveis na saúde (alergias). Também permite evitar a existência de condições propícias ao desenvolvimento de fungos, ácaros e bactérias.

  • o conforto acústico é essencial nos edifícios para o bem-estar físico, psíquico e social dos seus utilizadores. O projeto acústico e a qualidade da construção são determinantes para obter o acondicionamento acústico.


Privilegiar o uso eficiente de energia;

  • a eficiência energética nos edifícios é um requisito fundamental para a redução dos consumos energéticos e a melhoria da qualidade de vida dos ocupantes. Esta pode ser obtida pela integração de medidas solares passivas e/ou medidas solares ativas, ex. painéis solares para aquecimento de águas, painéis fotovoltaicos ou turbinas eólicas para produção de energia.

A Certificação energética e da qualidade do ar interior de edifícios habitacionais e de serviços (RCCTE e RSECE) é obrigatória. Edifícios novos têm de ter como classe mínima – classe B.


Privilegiar o uso eficiente de água;

  • adoção de medidas gerais que permitem a redução do consumo de água, privilegiando o seu uso eficiente em edifícios e espaços verdes, ex. aproveitamento da água da chuva, reciclagem de águas cinzentas;

  • seleção adequada de eletrodomésticos (ter em atenção o rótulo ecológico, outros rotulagens);

  • utilização de espécies com baixas necessidades de rega;

  • alteração dos nossos comportamentos;

  • execução de coberturas verdes e jardins verticais;

  • prevenção e reparação de todas as fugas no sistema predial logo que detetadas, devendo existir uma manutenção preventiva.


Correta gestão dos resíduos de construção e demolição (RC&D);

  • promover a demolição seletiva e a prevenção da geração de resíduos no projeto, construção, utilização, manutenção e demolição:

  1. reutilização imediata (ex. pedras e solos não contaminados);

  2. reciclagem (após processamento);

  3. produção de novos materiais;

  4. recuperação energética;

  5. aterro.


Proporcionar uma boa integração paisagística;

  • promoção de um revestimento das áreas verdes adequado, com a utilização de espécies com baixa necessidade de água e reduzida manutenção (bem-adaptadas às condições edafoclimáticas);

  • localização e dimensionamento das áreas verdes ajustadas às necessidades do espaço e dos utilizadores (acessos, mobilidade e segurança), garantindo uma utilização máxima da área, com valorização da diversificação de vivências e usos;

  • preservação e promoção das áreas verdes e vegetação arbórea existente na envolvente aos edifícios (proporciona sombra, reduzindo gastos em energia para arrefecimento, dá sensação de bem-estar aos moradores);

  • integração em harmonia com a paisagem e com os edifícios existentes, de forma a promover a qualidade visual do lugar e a integração e valorização estética do conjunto;

  • utilização de materiais permeáveis e reciclados, garantindo a infiltração das águas pluviais, garantindo sempre a qualidade estética e funcional.


Conduzir e até condicionar os seus utilizadores para comportamentos cada vez mais sustentáveis;

  • incentivar a reciclagem, com a criação de locais para a deposição de resíduos;

  • elaboração e entrega do Manual de Uso e Manutenção do Imóvel, que prescreve a correta utilização dos equipamentos, com diminuição dos consumos e das necessidades de manutenção.


Seleção adequada das entidades executantes/fornecedoras contratadas, capacidade técnica.

 
 
 

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